Governo brasileiro tenta reduzir danos causados por veto a Jobim

BRASÍLIA

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

22 Outubro 2015 | 02h01

O governo brasileiro tentou ontem reduzir os danos causados pela manobra da Venezuela, endossada pelo secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, de rejeitar o ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Nelson Jobim, como chefe do grupo de observadores nas eleições legislativas, dia 6 de dezembro.

Com a decisão, o TSE e Jobim se retiraram do processo. O assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, tentou encontrar uma solução, mas somente hoje o Brasil deve se posicionar oficialmente. O prazo para o TSE mandar técnicos a tempo era 15 de outubro. Até esta data, porém, os venezuelanos não tinham confirmado a presença da comissão da Unasul.

Em razão dos empecilhos, interlocutores do governo brasileiro afirmam que não há mais condições de o Brasil fazer parte da comissão. Se aceitar a troca de Jobim por outro nome, como Celso Amorim, como sugeriu Samper, os representantes iriam para a Venezuela enfraquecidos. "Não adianta ter uma comissão que vá apenas dias antes da eleição. É preciso ter um trabalho preparatório para verificar como está sendo processada a campanha eleitoral", disse Jobim ao Estado.

Repúdio. Na sessão em plenário de ontem, mais de 30 senadores assinaram documento de repúdio ao governo da Venezuela pelo veto a Jobim. "Quero repudiar os obstáculos que a Venezuela coloca com relação à participação de um dos grandes brasileiros no acompanhamento das eleições", afirmou o presidente do Senado, Renan Calheiros. / COM ISABELA BONFIM

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