Governo britânico abole em definitivo a pena de morte

O governo da Grã-Bretanha aboliu hoje, oficialmente, a pena de morte em todos os seus territórios, em uma medida histórica que invalida a aplicação da pena máxima por assassinato e traição à Pátria. A pena de morte por assassinato foi abolida na Grã-Bretanha em 1965, mas só em 1998 o governo a aboliu totalmente nos casos de traição à pátria e pirataria marítima, quando a Câmara dos Comuns aprovou a Ata de Crimes e Desordens. Mesmo assim, a pena máxima foi mantida em outros territórios britânicos, até que em 1999 a Chancelaria em Londres insistiu na publicação do chamado informe White Paper, no qual pedia a abolição completa da punição capital. No arquipélago das Bermudas a pena de morte foi abolida em dezembro de 1999; a partir de hoje, a mesma medida passa a vigorar nas ilhas Turks e Caicos e em outras do Caribe, graças a um acordo entre os governadores locais. O governo britânico também aboliu os castigos corporais, embora tenha permitido que sua legalidade permaneça em vigor sob determinadas circunstâncias, sob a jurisdição das escolas. A última pessoa a ser executada em território britânico foi Larry Winfield Tacklyn, em dezembro de 1977, nas Bermudas, por ter assassinado o governador das ilhas, Dick Sharples. O último criminoso condenado à morte na Grã-Bretanha foi Peter Allen, em agosto de 1964, pelo assassinato de um leiteiro inglês.

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