Governo britânico alerta que 'repressão vai acabar mal' no Egito

O governo britânico alertou na segunda-feira ao Egito que a repressão aos protestos pode "acabar mal", mas evitou pressionar explicitamente pela renúncia do presidente Hosni Mubarak.

REUTERS

31 de janeiro de 2011 | 11h41

"É importantíssimo que nem o presidente (dos EUA, Barack) Obama nem eu estejamos dizendo quem devem governar este ou aquele país", disse o primeiro-ministro David Cameron à TV

BBC.

"É delicado dizer que há uma escolha aqui, essa repressão (...), que vai acabar mal para o Egito, mal para o mundo. É a escolha errada a fazer", acrescentou ele.

Cameron ecoou as sugestões norte-americanas por uma transição ordeira para um sistema democrático no mais populoso país árabe.

Mais de cem pessoas já morreram em seis dias de protestos no Egito, e o futuro de Mubarak aparentemente está nas mãos das Forças Armadas. Os manifestantes se recusam a deixar as ruas, e o Exército não os está dispersando.

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