Andy Rain/EFE/EPA
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Governo britânico confirma quarentena obrigatória em hotel a partir de 15 de fevereiro

Viajante que chega ao Reino Unido deve cumprir isolamento de 10 dias; objetivo é conter entrada de variantes da covid-19

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2021 | 18h09
Atualizado 05 de fevereiro de 2021 | 23h41

LONDRES - O Departamento de Saúde e Assistência Social britânico confirmou nesta sexta-feira, 5, que qualquer pessoa que viaje para o Reino Unido de um país que conste na lista de proibição de viagens deverá ficar em quarentena em uma instalação aprovada pelo governo durante um período de 10 dias. A medida, que passa a valer em 15 de fevereiro, afeta moradores do Reino Unido que cheguem de 33 países - Brasil incluído - e visa conter o avanço de variantes do coronavírus, como as encontradas no Brasil e na África do Sul.

“Durante a pandemia, o governo implementou medidas proporcionais, recomendadas por conselhos de cientistas, e isso levou a alguns dos regimes de fronteira mais duros do mundo. Com o aumento da presença da polícia nos aeroportos e mais verificações físicas nos endereços para garantir que as pessoas estão se isolando, estamos tomando medidas decisivas”, disse um porta-voz do governo.

Pessoas com conexões domésticas não precisarão fazer a quarentena no hotel a cada ponto de parada, mas mesmo quem já teve o vírus ou já tomou a vacina terá de se submeter ao isolamento, informou o jornal The Independent.

Na quinta-feira, 4, o governo emitiu uma especificação comercial para hotéis próximos a portos e aeroportos, solicitando propostas sobre como eles poderiam se adequar antes da assinatura de contratos formais. O governo afirma ter se reunido na semana passada com as partes interessadas de toda a indústria de aviação, marítima e hoteleira, e agora continuará a finalizar os planos para permitir a implementação a partir de 15 de fevereiro.

O secretário de Saúde, Matt Hancock, manteve discussões com seu homólogo australiano, Brendan Murphy, e o governo deve procurar autoridades da Nova Zelândia para compartilhar experiências.

De acordo com o The Independent, o governo estima um gasto de 800 libras (aproximadamente R$ 5,9 mil)  por pessoa, embora o presidente-executivo do London Hotel Groups, Meher Nawab, tenha dito que os valores podem ir de mil a 1.500 libras (aproximadamente R$ 7.400 a R$ 11, 1 mil). Se o passageiro testar positivo na entrada do país, os custos devem aumentar.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que os viajantes devem receber alimentação, água e acomodação adequadas. Porém, a depender do governo, o custo será todo do passageiro. Segundo o The Independent, o secretário de Transportes, Grant Shapps, descartou assistência financeira, uma medida que talvez adiante o retorno dos britânicos que estão fora do país.

De acordo com o governo, mais detalhes sobre como os passageiros poderão fazer reservas nas acomodações designadas serão definidos na próxima semana. Não há previsão de término dessa nova medida.

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