Daniel Leal-Olivas/PA via AP
Daniel Leal-Olivas/PA via AP

Governo britânico descarta realizar segundo referendo sobre permanência na UE

Mais de quatro milhões de pessoas haviam assinado uma petição pedindo uma nova votação; Ministério das Relações Exteriores citou que mais de 33 milhões de cidadãos votaram na consulta

O Estado de S. Paulo

09 de julho de 2016 | 13h01

LONDRES - O governo britânico respondeu neste sábado, 9, a mais de quatro milhões de cidadãos que assinaram uma petição para solicitar um segundo referendo após a votação de 23 de junho nque determinou a saída do país da União Europeia, com a indicação de que não ocorrerá um segundo plebiscito.

Cada signatário da petição recebeu um e-mail do Foreign Office (ministério das Relações Exteriores), que afirma que "o governo responde à petição assinada". A petição solicitava "ao governo aplicar uma regra segundo a qual se a votação de permanência ou saída (da UE) for com base em menos de 60% dos eleitores, com um índice de participação inferior a 75%, então outro referendo deve ser convocado".

A reposta do governo afirma: "Como disse claramente o primeiro-ministro em sua declaração na Câmara dos Comuns em 27 de junho, o referendo foi o exercício democrático mais importante da história britânica, com mais de 33 milhões de pessoas que se pronunciaram".

"O primeiro-ministro e o governo afirmaram claramente que se tratava de uma votação única para uma geração e a decisão deveria ser respeitada. Agora devemos preparar o processo de saída da UE e o governo está determinado a garantir o melhor resultado possível para o povo nas negociações", conclui a mensagem.

No dia 23 de junho, 17,4 milhões de britânicos votaram a favor da saída do Reino Unido da União Europeia (51,9%), contra 16,1 milhões que votaram pela permanência no bloco. O índice de participação foi de 72,2%.

A votação provocou a renúncia do primeiro-ministro David Cameron, cujo sucessor será designado em 9 de setembro por membros do Partido Conservador entre a secretária de Estado Andrea Leadsom e a ministra do Interior Theresa May.

A nova primeira-ministra britânica terá a responsabilidade de ativar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que determina o procedimento a seguir em caso de saída da UE, com um prazo de dois anos para a conclusão do processo. /AFP

 

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