Governo britânico revoga cidadania de espiã russa

O governo britânico informou que uma das principais figuras do caso de espiões russos nos Estados Unidos teve sua cidadania britânica revogada. Anna Chapman, de 28 anos, está entre os que admitiram, em Nova York, tentar obter informações para um governo estrangeiro. A agente foi enviada dos EUA para a Rússia na sexta-feira como parte do acordo de troca de espiões feito por Washington e Moscou.

AE-AP, Agência Estado

13 de julho de 2010 | 13h39

Chapman, cujas provocantes fotografias colocadas em sites de redes sociais fizeram dela a sensação dos tabloides, morou anteriormente na Grã-Bretanha e tinha cidadania e passaporte britânicos após ter se casado com um britânico. O casal se divorciou posteriormente. Hoje, o Home Office (a polícia federal britânica) informou que a cidadania e o passaporte de Chapman foram revogados.

A Rússia e os Estados Unidos realizaram na sexta-feira, em um aeroporto de Viena, na Áustria, a maior troca de espiões entre os países desde o fim da Guerra Fria. Os EUA deportaram dez agentes do Kremlin após eles comparecerem a uma corte de Nova York e confessarem ser culpados pela acusação de atuar como agentes ilegais de Moscou.

A Rússia envolveu na troca quatro pessoas anteriormente condenadas no país por espionagem, entre eles Igor Sutyagin, condenado em 2004 por enviar informações confidenciais para uma companhia britânica que, segundo Moscou, era um braço da norte-americana Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês). Ele cumpria pena de 15 anos de prisão.

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