Governo Chávez descarta referendo; popularidade despenca

O governo de Venezuela descartou a possibilidade de um referendo para definir uma possível interrupção no mandato do presidente Hugo Chávez, e atribuiu o fracasso da idéia à pouca disposição da oposição em avançar no processo. O ministro da Infra-Estrutura, Diosdado Cabello, declarou que "está praticamente anulado" o cenário de referendo revogatório pois, segundo ele, "não há disposição política na oposição" para se fazer a consulta. "Acredito que nem neste ano, nem no ano que vem (haverá referendo), porque não vão conseguir as assinaturas" necessárias, declarou. Ele acrescentou que os membros do governo "não estamos dispostos a fazer o referendo. O referendo é problema da oposição". Também hoje, uma pesquisa mostrou que o governo Chávez sofre com o mais alto nível de desaprovação desde que assumiu o poder em fevereiro de 1999: 67,5%. De acordo com o levantamento, realizado pela empresa privada Datanálisis, 30,8% dos venezuelanos apóiam o governo; em 1999, este índice era de 91,9%. A pesquisa foi realizada entre 29 de junho e 7 de julho, com 1.000 entrevistados em todo o país e tem uma margem de erro de 3 pontos porcentuais. A sondagem mostrou também que 85,5% dos venezuelanos apóiam a realização do referendo sobre o encurtamento do mandato de Chávez.

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