Jose Luis Saavedra/Reuters
Jose Luis Saavedra/Reuters

Governo chileno acusa organização indígena de provocar incêndios

Os 48 focos de incêndios que se alastram pelo Chile já mataram sete bombeiros

06 de janeiro de 2012 | 19h09


SANTIAGO DE CHILE - O governo chileno assegurou nesta sexta-feira, 6, que os incêndios florestais no Sul do país são intencionais e acusou uma organização indígena radical de ser a suspeita de provocar o desastre, que já causou a morte de sete bombeiros que combatiam o fogo. O presidente do país, Sebastián Piñera disse, em entrevista coletiva, que 'atrás dessa intencionalidade e conduta criminosa se escondem condutas de natureza terrorista'.

Para o governo, a organização indígena Coordinadora Arauco Malleco (CAM), cujos alguns dirigentes já foram condenados por ações violentas como incêndios em fazendas, ataques a fiscais ou queima de caminhões florestais, é a responsável pelos incêndios atuais. "Há alguns dias, um helicóptero usado para apagar o fogo na região foi incendiado, atentado que foi reivindicado pela CAM. A partir desse fato, podemos supor quem pode estar por trás dos outros incêndios que podem ser intencionais", afirmou o presidente.

Por outro lado, uma porta-voz da CAM, Natividad Llanquileo, disse que 'minha gente também sente dor pelas mortes e destruição causadas pelo incêndio'.

Os 48 focos de incêndios que se alastram pelo Chile desde o final do ano passado - e que agora estão parcialmente controlados - causaram a destruição de 22,8 mil hectares. Três regiões foram as mais afetadas - Magalhães, Biobío e El Maule. Na região de Magalhães, o fogo queimou 12,7 mil hectares do Parque Nacional Torres del Paine, na Patagônia chilena.

Cerca de 750 brigadistas, apoiados por helicópteros, aviões e equipes cedidas pela Argentina e Uruguai, trabalham para apagar os incêndios.

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