Governo chileno admite erro ao minimizar tsunami

O governo do Chile admitiu neste domingo que cometeu um erro ao minimizar, inicialmente, o risco de um tsunami atingir a região costeira do país após o terremoto de 8,8 graus que aconteceu na madrugada do sábado.

AE, Agencia Estado

28 de fevereiro de 2010 | 19h51

"Houve um erro" disse o ministro da Defesa, Francisco Vidal, um dia após cidades costeiras no sul do Chile terem sido atingidas para uma muralha de água após o sismo.

No sábado, uma onda gigante gerada pelo sismo atingiu vilarejos costeiros, destruindo casas no balneário de Penco e em localidades vizinhas.

Imediatamente após o terremoto, às 3h43 do horário local(sábado), a presidente Michelle Bachelet tentou minimizar os temores de um tsunami e emitiu um comunicado pedindo calma à população. Muitos dos mais de 700 mortos estavam justamente nas regiões costeiras onde os funcionários pediram aos moradores que não se preocupassem.

Mais tarde, os funcionários chilenos revisaram a avaliação e ativaram um alerta de tsunami, o qual, segundo Vidal, salvou "não centenas, mas milhares de vidas", porque os moradores fugiram rápido da costa para colinas próximas. Mais de 500 dos mortos perderam as vidas em áreas costeiras submersas pelo tsunami.

As informações são da Dow Jones.

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