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Governo chileno indiciará manifestantes presos em protestos

As manifestações de estudantes do ensino médio do Chile levaram a incidentes na segunda-feira que deixaram 35 feridos e 439 presos, informaram nesta terça-feira fontes do governo.O protesto, ao qual se uniram algumas universidades e grupos de esquerda, mobilizou cerca de 1 milhão de jovens e, apesar da proibição das ações extremas e passeatas violentas, o que se viu na segunda-feira foi uma batalha entre polícia e estudantes. O subsecretário do Interior, Felipe Harboe, informou que 389 detidos são originários de Santiago e o resto de regiões vizinhas à cidade, e que a maioria dos feridos eram policias atingidos pelas pedras arremessadas pelos estudantes.O governo punirá severamente os responsáveis pelos distúrbios, que deixaram mais de milhões em danos à propriedade pública e privada no centro de Santiago, adicionou Harboe nas declarações feitas à rede estatal de televisão.As manifestações continuamNas primeiras horas desta terça-feira, um grupo de encapuzados queimou pneus e levantou barricadas na região universitária de Santiago. Os provocadores conseguiram escapar da polícia que chegou momentos após as ações e, segundo testemunhas, se refugiaram na sede da Universidade Tecnológica Metropolitana. A ministra da Presidência, Paulina Veloso, disse que os distúrbios foram protagonizados por grupos minoritários, pois os estudantes se mantiveram majoritariamente em suas casas."A ordem do país não foi prejudicada por estes ataques, que claramente são condenáveis", disse Paulina no mesmo canal estatal de televisão.Estudantes se reunirão nesta terça-feira para decidirem se continuarão com suas mobilizações ou voltarão às classe e negociarão suas demandas com o governo.As exigências dos estudantes são que os vestibulares sejam de graça, assim como o transporte público e, como tema de fundo, a reforma da Lei Orgânica Constitucional de Ensino e a jornada escolar completa.Na semana passada o governo aderiu a algumas das exigências e a presidente Michelle Bachelet decidiu nomear um assessor para estudar as mudanças no sistema educativo.As movimentações estudantis chegaram a diversos setores parlamentares e arrecadaram diversos políticos simpatizantes à causa estudantil.

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