Governo chileno permitirá cúpula de grupos "subversivos"

O governo chileno informou nesta quarta-feira que permitirá a realização de uma cúpula de grupos revolucionários sul-americanos em Santiago, mas avisou que deterá possíveis procurados pela Justiça em seus países de origem.A reunião, convocada pela Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR), grupo chileno virtualmente extinto e que lutou com armas contra a ditadura Augusto Pinochet, contará com a participação de representantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), do Exército de Libertação Nacional (ELN), também colombiano, o peruano Tupac Amaru e outros grupos indígenas provenientes do Equador, Argentina, Uruguai e Paraguai.Segundo um e-mail enviado à Associated Press pela FPMR, o encontro, que deverá ocorrer em outubro, discutirá a luta popular na região e debaterá propostas para a coordenação e convergência das lutas no continente."Nos encontramos em um cenário mundial onde cresce a necessidade de unificar forças para enfrentar o imperialismo, o qual insiste em perpetuar sua dominação e controle sobre os povos", afirma o e-mail, indicando que tal situação ocorre hoje no Afeganistão, Iraque, Haiti, Líbano e na Palestina "e nas pressões permanentes sobre Cuba e intervenções nos processos da Colômbia, Venezuela e Bolívia".O governo chileno, por intermédio de seu ministro do Interior, Belisário Velasco, afirmou que a cúpula poderá ocorrer "sempre e quando se submeter à Constituição e às leis chilenas".O senador de direita Alberto Espina criticou a autorização oficial por entender que os grupos que participarão da cúpula admitem e perpetram a violência."O governo não pode permitir a entrada (dos grupos). Uma coisa é a democracia e a liberdade e outra é que nos transformemos em importadores de terrorismo", disse o senador em declarações ao jornal La Tercera.

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