Governo chileno submeterá ministros a teste de drogas

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, vai submeter os funcionários públicos de alto escalão, incluindo ministros e vice-ministros, a testes de drogas. Serão realizadas 600 provas para detectar substâncias como maconha, cocaína, ecstasy e anfetaminas. A medida coincide com outras iniciativas similares aplicadas pelo Poder Judiciário e faz parte da nova Lei de Drogas, que estabelece a proibição do consumo de determinadas substâncias por parte dos funcionários públicos, exceto por razões médicas. "A ideia é contar com procedimentos que diminuam o risco de consumo de droga por pessoas que desempenham altos cargos", explicou o vice-ministro do Interior, Patricio Rosende.

MARINA GUIMARÃES, Agencia Estado

14 de maio de 2009 | 15h40

Os controles serão realizados com fundos públicos por empresas privadas e os resultados só serão conhecidos pelo ministro da área e a pessoa que realizou o teste. O funcionário que tiver um teste com resultado positivo só poderá continuar no cargo se aceitar fazer um tratamento para deixar o consumo da droga. Esta não é a primeira vez que o governo chileno aplica análises clínicas nos funcionários. No final de 2008, 400 funcionários tiveram de realizar testes similares de forma privada. Agora, as provas serão públicas e envolverão um universo maior. As informações são das agências internacionais e do jornal "La Tercera".

Tudo o que sabemos sobre:
Chiledrogastestegoverno

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.