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Governo chinês diz a Chen que vai investigar abusos

Autoridades tomaram seu depoimento e disseram que checarão tratamento dado a ativista

AE, Agência Estado

08 Maio 2012 | 16h31

PEQUIM - O ativista chinês cego Chen Guangcheng disse que o governo do país prometeu discretamente que vai investigar os abusos sofridos por ele e por sua família nas mãos das autoridades locais, num raro exemplo no qual Pequim atende às exigências de um ativista.

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A aparente disposição de Pequim em levar em consideração as reclamações do ativista é mais um sinal de que sua fuga, no mês passado - quando deixou sua casa, onde estava em prisão domiciliar, numa vila rural e conseguiu chegar à embaixada dos Estados Unidos - foi um sucesso, já que graduadas autoridades passaram a dar ouvidos a sua reclamações.

Chen disse que um funcionário do organismo do governo central que cuida das reclamações dos cidadãos o visitou quatro vezes no hospital em Pequim e que numa delas, na quinta-feira, seu testemunho foi tomado.

"Após tomar meu testemunho, ele disse que iniciaria uma investigação sobre os fatos e que se tiver havido fatos ilegais a questão será abordada de forma aberta", disse Chen à Associated Press em entrevista na segunda-feira.

Mas num sinal de que o governo não quer que o caso de Chen se torne um precedente que possa encorajar outros dissidentes, Pequim não tornou públicas suas reuniões com o ativista e a cobertura pela mídia doméstica - que é praticamente toda estatal - tem se limitado a despachos feitos pela agência oficial de notícias Xinhua e editoriais que criticam os Estados Unidos.

Chen declarou também que funcionários do governo disseram a ele que vão ajudá-lo a conseguir um passaporte para deixar o país. Por outro lado, amigos e funcionários da embaixada norte-americana continuam a ser impedidos de visitá-lo no hospital.

O ativista declarou também que ele e sua mulher não conseguem sair do hospital, onde ele recebe tratamento para ferimentos sofridos durante sua fuga e para um problema estomacal do qual ele sofre desde que saiu da prisão.

O ativista passou seis dias na embaixada dos Estados Unidos em Pequim após fugir da prisão domiciliar em sua casa. Falando por telefone, do hospital, Chen disse que os funcionários do governo o visitaram na segunda-feira e disseram que o ajudariam a iniciar os procedimentos que vão permitir que ele saia da China.

 

As informações são da Associated Press e da Dow Jones

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