Governo colombiano acata proposta de comissão da verdade em negociação

Ideia foi lançada há oito meses pelas Farc nos diálogos de Havana, em Cuba

O Estado de S. Paulo,

30 de março de 2014 | 15h55

HAVANA - O governo colombiano acatou neste domingo, 30, a proposta de criar uma comissão da verdade sobre o conflito armado, lançada há oito meses pelas Farc nos diálogos de Havana, em Cuba, mas pediu para confirmá-la depois do acordo de paz.

"Não se pode haver fim do conflito sem a verdade", declarou o chefe negociador do governo, Humberto de la Calle, ao fim de uma rodada de conversações na qual ambas as partes avançaram substancialmente na discussão de temas polêmicos como as drogas, terceiro dos seis pontos da agenda.

"Propusemos às Farc na Mesa de Conversações a confirmação de uma comissão da verdade para que a ela se concentrem todas as verdades, sem exceção, mas acreditamos que esta comissão deve funcionar como produto do acordo do fim do conflito" e "não antes (disso)", disse De la Calle.

A proposta de "comissão da verdade" foi lançada em 5 de agosto pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o maior grupo de guerrilha do  país, e até agora a delegação do governo não havia se pronunciado sobre a iniciativa.

Por sua vez, os guerrilheiros manifestaram "otimismo" sobre o andamento das negociações e agradeceu a proposta do ex-presidente colombiano Ernesto Samper (1994-1998) de que Bogotá receba presos dos EUA de Guantánamo (Cuba) em troca de dois guerrilheiros das Farc presos no país.

"Nós soubemos, aqui em Havana, do seu pedido para que na lista de prisioneiros que, eventualmente, o governo dos Estados Unidos envie para a Colômbia estejam incluídos os nomes de Simon Trinidad e Sonia. Permita-nos, senhor ex-presidente, fazer reconhecimento de sua generosidade, a consciência humanitária e compromisso consistente para a paz na Colômbia ", disse o negociador-chefe das Farc, Ivan Marquez. / AP

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