Governo colombiano discute trégua com ELN

Em um esforço para demonstrar que a via política não está esgotada como solução do conflito interno na Colômbia, o governo negocia uma trégua imediata com o insurgente Exército de Libertação Nacional (ELN). As conversações se desenrolam há duas semanas em Havana. ?E estão caminhando de maneira positiva", disse o Comissário de Paz, Camilo Gómez, à agência estatal de notícias, a Ancol. As negociações com o ELN, a segunda guerrilha do país, foram retomadas após o fracasso do processo de paz que consumiu mais de três anos de diálogos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o maior e mais antigo dos grupos rebeldes. "O processo com as Farc era um dos elementos, mas não se pode dizer que a paz estava (sendo buscada) apenas em (San Vicente del) Caguán. Aqui (em Havana) estamos avançando para demonstrar que a solução política é viável", manifestou Gómez na quarta-feira à noite. Após o rompimento dos diálogos em 20 de fevereiro, as Farc iniciaram uma ofensiva com sabotagens à infra-estrutura, bloqueio de estradas com seqüestros maciços e ataques a guarnições militares ou policiais em pequenas cidades e povoados. O objetivo da trégua com o ELN é diminuir o impacto da guerra interna junto à população."Estamos trabalhando em um tema muito concreto que é a desescalada - o que quer dizer que será rebaixada a intensidade das diversas expressões do conflito, sobretudo aquelas que mais prejudicam o conjunto da população"., disse Pablo Beltrán, membro do Comando Central do ELN, em declarações divulgadas pela Ancol. "Estamos falando da viabilidade imediata de uma trégua", acrescentou o líder rebelde.

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