Governo colombiano já tem plano para garantir eleições

As Forças Armadas garantirão as eleições legislativas de 10 de março em mais de 90% do território colombiano, apesar da onda de ataques das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), anunciou o ministro do Interior colombiano, Armando Estrada. Ainda estão seqüestrados a candidata presidencial Ingrid Betancourt e cinco congressistas que aspiram à reeleição.O presidente Andrés Pastrana reuniu-se, na terça-feira à noite, com a cúpula militar, que já traçou o Plano Democracia, das Forças Armadas. Ele assegurou que os militares e a polícia exercerão vigilância sobre 88,4% das mesas de votação. "Estas serão as eleições em que haverá maior cobertura das forças militares, em toda a história do país", afirmou Pastrana à imprensa. O governo deve garantir a mobilização de cerca de 23,5 milhões de homens e mulheres maiores de idade e aptos a votar, os quais elegerão 102 senadores e 166 representantes da Câmara. Cerca de 8.600 candidatos estão inscritos para a disputa. O mandatário disse que o plano de segurança se estende às eleições presidenciais de 26 de maio e a um eventual segundo turno - caso não haja um vencedor no primeiro, com metade mais um dos votos. O Plano Democracia buscará garantir, no dia do pleito, a transmissão normal dos resultados finais desde os locais mais remotos até a Central de Apurações em Bogotá, onde se concentrarão todas as informações, anunciou um porta-voz do Exército. O Exército, a Marinha, a Aviação, a polícia e o pessoal dos órgãos de segurança serão encarregados da vigilância de 1.097 cidades dos 32 departamentos (Estados) colombianos. Mesmo assim, devido à escalada terrorista, os analistas avaliam que a abstenção eleitoral poderá ser alta na zona rural.

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