Governo colombiano negocia integração política das Farc

O governo da Colômbia e o maior exército rebelde começaram a estruturar um acordo sobre uma eventual integração política, caso as conversas de paz tenham sucesso, informaram neste sábado negociadores. Em um comunicado conjunto, os dois lados disseram que estão trabalhando em acordos que cubram "os direitos e as garantias para o exercício da oposição política".

Agência Estado

10 de agosto de 2013 | 18h25

Representantes do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão envolvidos em negociações de paz desde o ano passado. "As Farc, se fizerem uma transição para um movimento político legal, conforme esperamos, precisarão de garantias especiais, assim como ocorreu em todos os processos de diálogo em todo o mundo", disse Humberto de la Calle, negociador-chefe do governo.

Os rebeldes, por sua vez, insistem na necessidade de convocar uma assembleia constitucional e reformar os sistemas eleitoral e judiciário. "Não há outra saída", afirmou Ivan Marquez, principal negociador da guerrilha, cujo nome legal é Luciano Arango.

Marquez também classificou como "lamentável" um comentário feito recentemente pelo presidente colombiano. Santos disse que se o líder rebelde Timoleon Jimenez, nome de guerra de Rodrigo Londono, for localizado, ordenará que as forças de segurança o detenham.

"Esse tipo de demonstração do presidente faz muito pouco para ajudar a criar uma atmosfera razoável para o desenvolvimento e avanço da construção de um acordo de paz", disse Marquez.

Mas Humberto de la Calle expressou otimismo sobre o progresso das conversações, dizendo que "nunca chegamos tão longe" e "passo-a-passo estamos dando uma chance para paz". As negociações serão retomadas em 19 de agosto. Fonte: Associated Press.

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