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Governo compartilhado no Quênia aproximaria EUA, diz Rice

Secretária de Estado afirma que divisão de poder entre rivais fortaleceria laços africanos com Washington

Efe e Associated Press,

18 de fevereiro de 2008 | 09h12

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, sugeriu nesta segunda-feira, 18, que uma solução por um governo compartilhado entre líderes rivais no Quênia para encerrar a crise política poderia estreitar os laços do país com os Estados Unidos. Ela chegou a Nairóbi para apoiar os esforços de mediação a fim de resolver a grave crise que atinge o Quênia desde as eleições de dezembro. Veja também: Entenda o conflito no Quênia   Washington está pressionando os líderes rivais quenianos para que aceitem compartilhar o poder para encerrar o impasse político. Rice enfatizou que o país teria muito a ganhar com os EUA com a resolução da crise. "Não haverão negócios como normalmente enquanto a crise não for resolvida." "Para o presidente Kibaki, diria que o poder compartilhado significa um verdadeiro governo compartilhado e que os EUA, como amigo do Quênia, esperam que a divisão seja consolidada e mostre que o país pode promover reformas constitucionais e eleitorais". "Para Odinga, afirmaria que nós entendemos que o processo eleitoral foi problemático, mas ainda é preciso um poder compartilhado no país." Rice chegou à capital do Quênia após acompanhar a vista do presidente americano, George W. Bush, na Tanzânia, dentro da viagem pelo o dirigente realiza por cinco Estados da África. A agenda de Rice em Nairóbi inclui reuniões com o chefe da equipe de mediação na crise queniana, o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, com o presidente queniano, Mwai Kibaki, e com o chefe do opositor Movimento Democrático Laranja, Raila Odinga. Desde o início do mês, Annan tenta fazer com que governo e oposição cheguem a um pacto que permita encerrar a crise iniciada nas eleições de 27 de dezembro. As autoridades eleitorais proclamaram Kibaki vencedor, mas os observadores internacionais disseram que a apuração teve muitas irregularidades e a oposição assegura que o presidente foi reeleito com um milhão de votos fraudulentos. Um dia antes da chegada de Rice a Nairóbi, o governo do Quênia disse que não estava disposto a aceitar pressões externas para resolver a crise. O conflito político no Quênia "se trata de um problema interno que deve ser resolvido pelos próprios quenianos", afirmou o ministro de Assuntos Exteriores, Moses Wetangula, que é membro da equipe negociadora do governo. A crise suscitada no Quênia já causou a morte de mil pessoas e deixou mais de 600 mil deslocados. Annan propôs na semana passada a criação de um governo de coalizão durante dois anos, mas a idéia foi rejeitada pela equipe de Kibaki, embora conte com a aprovação da oposição.

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