Jose Goitia/The New York Times
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Havana alerta para 'perigos da internet'

Duas horas antes de transmitir uma mensagem ao povo cubano gravada em vídeo pelo papa Francisco, que chegará no sábado a Havana, a TV estatal da ilha exibiu nesta quinta-feira, 17, um debate sobre possibilidades de expansão, "desenvolvimento responsável" e segurança de internet no país.

Felipe Corazza, ENVIADO ESPECIAL, HAVANA, O Estado de S. Paulo

17 Setembro 2015 | 21h38

Representando o Ministério das Comunicações, Wilfredo González lembrou que já existem planos para abrir pontos Wi-Fi gratuitos para a população -- algo já divulgado há cerca de um mês por Havana. O representante do governo disse, no entanto, que o aumento do acesso dos cubanos à web será feito "de maneira responsável".

González afirmou que o país identificou ciberataques contra sua estrutura de informática originados em 176 países no ano passado. Além do problema dos ataques, o apresentador do programa citou um episódio em que "um robô chegou ao ponto de matar uma pessoa", referindo-se a um acidente de trabalho ocorrido há dois meses em uma fábrica de automóveis na Alemanha.

Em meio ao debate, anúncios do governo ressaltavam o risco de "métodos não convencionais de guerra" citando a coleta de dados online em massa pela Agência Nacional de Segurança (NSA) americana. A rede oficial afirmava que o governo cubano, com uma "brilhante estratégia do comandante em chefe", Raúl Castro, só expandirá o acesso à rede "de forma responsável" para evitar problemas.

No encerramento da mesa redonda, o presidente americano, Barack Obama, foi citado para lembrar que ele próprio admitiu a necessidade de controlar melhor as ameaças online após o escândalo da NSA e de ciberataques atribuídos por Washington a hackers chineses contra sua estrutura.

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