Governo cubano liberta pelo menos quatro dissidentes

Pelo menos quatro dissidentes que haviam sido presos junto a dezenas de outros numa operação realizada no ano passado foram libertados de surpresa hoje pelas autoridades cubanas, confirmaram parentes e ativistas de direitos humanos. A libertação ocorre poucos dias depois de uma reunião entre o chanceler de Cuba, Felipe Pérez Roque, e Carlos Zaldivar, embaixador da Espanha, cujo governo realizou gestões na União Européia (UE) pela suspensão das sanções contra o país comunista. Na manhã de hoje, quatro dos libertados chegaram a suas casas de surpresa: o escritor Oscar Espinosa Chepe, o médico Marcelo López, Margarito Broche e Jesús Mustafá Felipe. Outros dois foram vistos em trânsito, mas não há confirmação de chegada. Falando à Associated Press, Broche afirmou que a libertação foi uma surpresa inclusive para os presos e a atribuiu à pressão internacional. "O governo cubano tinha um plano para nós e fracassou", disse ele. Broche assegurou que Pedro Arguelles e Pablo Pacheco Avila também deixaram a prisão. Em março de 2003, o governo cubano realizou uma grande operação de busca a dissidentes e, um mês depois, 75 deles foram condenados a penas que chegavam a até 28 anos de prisão. Eles foram acusados de receber dinheiro e instruções dos Estados Unidos para desprestigiar a revolução cubana. Tanto os detidos como funcionários de Washington negaram as acusações.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.