Governo da Armênia recorre ao Exército para manter ordem

Presidente convoca Forças Armadas, após confronto entre opositores e policiais na capital armênia

Agências internacionais,

01 de março de 2008 | 19h05

O presidente da Armênia, Robet Kocharian, anunciou neste sábado, 1, que recorrerá a unidades das Forças Armadas para restabelecer a ordem na capital, Yerevan, após decretar estado de emergência. Os conflitos vêm ocorrendo desde o dia 19, por tonta dos resultados oficiais das eleições presidenciais. "Nos vemos obrigados a isso depois que de terem disparado, entre a multidão, contra a polícia desarmada", declarou Kocharian antes de afirmar que oito agentes foram feridos por balas nos enfrentamentos com manifestantes da oposição. Uma pessoa morreu, dois manifestantes tiveram que ser hospitalizados e 38 pessoas, entre policiais e manifestantes, ficaram feridas nos enfrentamentos registrados pela manhã, segundo fontes médicas que não quiseram se identificar.  Fontes diplomáticas ocidentais que presenciaram os enfrentamentos das janelas de suas embaixadas, contatadas telefonicamente pela Agência Efe, disseram que a decisão de recorrer ao Exército "era de se esperar, pois a polícia não estava disposta a se arriscar". Enquanto isso, os manifestantes seguem controlando vários pontos da cidade após os violentos enfrentamentos mantidos com a polícia ao longo deste Sábado. A polícia cercou zonas de concentração, mas sempre a uma distância prudente dos manifestantes.  Desordens As desordens em Yerevan explodiram depois que a polícia dissolveu violentamente o comício que a oposição realizava de forma interrompida na praça da Opera desde o dia 19 de fevereiro, quando se anunciaram os resultados oficiais das eleições presidenciais. Segundo dados oficiais, o primeiro-ministro Serge Sarkisian foi eleito presidente da Armênia com 52,82% dos votos, seguido por Levon Ter-Petrosian, com 21,5%, e pelo líder do partido Orinats Ekir (País de Lei), Artur Bagdasarian, com 17,7%. Os derrotados não reconhecem os resultados do pleito. Ter-Petrosian, que é mantido pelas autoridades bloqueado em sua residência, ainda sem o decreto oficial de prisão domiciliar, anunciou hoje que os protestos continuarão, mas insistiu que serão pacíficos. Segundo fontes oficiais, o presidente eleito, Serge Sarkisian, propôs negociações a Ter-Petrosián, mas o líder opositor as rejeitou.

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