Francois Lenoir/Reuters
Francois Lenoir/Reuters

Governo da Bélgica toma posse e encerra 18 meses de crise

Elio Di Rupo torna-se o primeiro líder francófono do país e tem missão de consolidar gabinete

Agência Estado

06 de dezembro de 2011 | 13h45

BRUXELAS - O novo governo da Bélgica foi empossado pelo rei Albert II nesta terça-feira, 6, numa cerimônia no palácio real, encerrando uma crise política que durou 18 meses no país.

 

Após 541 dias sem governo, o soberano empossou o primeiro-ministro Elio Di Rupo, que usava uma de suas icônicas gravatas borboletas, e a seguir os 12 ministros e seis secretários de Estado, um a um.

 

"Eu juro fidelidade ao rei, obediência à Constituição e às leis do povo belga", disse Di Rupo em francês e depois em holandês e em alemão, as três línguas oficiais do país, com sua mão direita levantada.

 

Albert II, que ajudou a orientar políticos rivais a voltar para as negociações, apertou as mãos de cada um dos membros do novo gabinete. Di Rupo, que será o primeiro premiê francófono do país, assume um governo provisório liderado por Yves Leterme.

 

O antigo ministro de Finanças belga Didier Reynders, de 53 anos, vai trocar de posição com o ministro de Relações Exteriores Steven Vanackere, de 47. Os ocupantes das pastas de Assuntos Internos, Assuntos Sociais, Pequenas Empresas, Justiça e Emprego são mulheres.

 

A cerimônia trará algum alívio para os 10,5 milhões de habitantes da Bélgica, irritados pelos 18 meses de lutas entre políticos que deram à Bélgica o duvidoso recorde de ter sido o país com o maior período de tempo sem um governo. As informações são da Dow Jones.

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