Vasily Fedosenko/Reuters
Vasily Fedosenko/Reuters

Governo da Bielo-Rússia liberta mais de mil presos em atos

Ao menos 6,7 mil pessoas foram detidas e duas morreram nos protestos contra a reeleição de Alexander Lukashenko

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2020 | 22h28

MINSK - As autoridades bielo-russas anunciaram nesta quinta-feira, 13, a libertação de mais de mil pessoas detidas durante as manifestações que se seguiram à reeleição do presidente Alexander Lukashenko. “As pessoas foram libertadas com o compromisso de não participar de manifestações não autorizadas”, disse Natalia Kotshanova, presidente do Senado. 

Mais cedo, correntes humanas e marchas pacíficas se multiplicaram pela Bielo-Rússia. Com flores e balões brancos nas mãos, milhares formaram essas correntes em diversos setores da capital, apoiadas por motoristas que buzinavam. 

Essa forma de mobilização, iniciada quarta-feira por mulheres vestidas de branco, não desencadeou uma repressão violenta como as que ocorrem nas manifestações noturnas. “Vi mulheres vestidas de branco. E entendi, quero fazer isso. Somos contra a violência, somos a favor de eleições honestas”, explicou Nastia, uma artista de 26 anos, que participou de um comício no centro de Minsk. Pelo menos 6,7 mil pessoas foram presas e 2 morreram nos protestos, de acordo com o governo. 

Na quinta, a Rússia afirmou que há “tentativas do exterior para dividir a sociedade e desestabilizar” o país, segundo a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zajarova. O chefe da diplomacia dos EUA, Mike Pompeo, pediu à União Europeia que trabalhe com Washington para resolver a crise política na Bielo-Rússia. /AFP

 

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