Governo da China diz estar 'mais preocupado' com situação no Irã

Chanceler, porém, não deu sinais de que país apoiará as sanções do Conselho de Segurança

Agência Estado

16 de março de 2010 | 12h00

O governo da China demonstrou nesta terça-feira, 16, estar mais preocupado com a crise nuclear iraniana. "A China tornou-se mais preocupada com a atual situação" envolvendo o Irã, afirmou Yang Jiechi, ministro das Relações Exteriores do país. Pequim segue, porém, resistindo aos pedidos para apoiar sanções contra Teerã, insistindo em negociações para encerrar o impasse.

O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, visitou a China nesta terça para tratar do assunto. Os britânicos defendem sanções mais duras ao Irã por seu controverso programa nuclear, demonstrando impaciência com o caso.

Após se reunir com Miliband, Jiechi disse que Pequim trabalhará com outros países para tratar do caso. Nações como Reino Unido e EUA desconfiam que o Irã busque secretamente produzir uma bomba atômica. Teerã, porém, diz ter apenas fins pacíficos, como a produção de energia.

Em entrevista coletiva ao lado de Yang, Miliband disse que há uma crescente "falta de confiança na comunidade internacional sobre as intenções iranianas". Segundo o britânico, o Irã "pode ser tratado como um país normal em temas nucleares quando eles se comportarem como um país normal".

Yang, porém, não deu sinais de que a China possa apoiar sanções ao Irã no Conselho de Segurança da ONU, órgão no qual onde os chineses têm poder de veto. Segundo ele, esse tema "deve ser apropriadamente resolvido por meio de negociações pacíficas". O Irã já foi alvo de três rodadas de sanções no Conselho.

A China é um importante aliado do Irã, país onde tem muitos interesses econômicos. "Nós continuaremos a fazer esforços para trazer uma solução diplomática para o tema nuclear iraniano", afirmou Yang. As informações são da Dow Jones.

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