Governo da China rejeita envolvimento em ataques cibernéticos ao Google

"A política da China sobre segurança na internet é transparente e firme", afirmou a mesma fonte, após assinalar que isso é uma preocupação mundial que requer esforços internacionais coordenados

EFE

25 de janeiro de 2010 | 02h23

O Governo da China negou de novo nesta segunda-feira seu envolvimento nos ciberataques ao portal Google, e defendeu a censura na internet como necessária para controlar conteúdos prejudiciais, após denunciar o que considera envolvimento do Departamento de Estado americano no assunto, disse um porta-voz do Ministério de Indústria e Tecnologia em declarações à agência oficial "Xinhua".

 

"A política da China sobre segurança na internet é transparente e firme", afirmou a mesma fonte, após assinalar que isso é uma preocupação mundial que requer esforços internacionais coordenados.

 

O Ministério se pronunciou sobre a crise suscitada pelos cibertataques a contas do Google na China, quase duas semanas depois que a empresa disse que poderia sair do gigante asiático devido à censura e aos ciberataques contra seus serviços.

 

"A China é o país que sofre a maior quantidade de ataques cibernéticos e enfrenta há muito tempo ameaças e envio de vírus", disse o porta-voz do Ministério.

 

Segundo fontes oficiais chinesas, mais de um milhão de endereços de protocolos de internet (IP) estão sob controle estrangeiro e o número de sites de internet atacados superou os 42 mil em 2008, o que representa aumento de 148% naquele ano, disse a Sociedade da internet da China.

 

A agência oficial "Xinhua" reiterou que Washington está por trás da polêmica levantada no caso Google.

 

"Desde seu jantar com os executivos do Google antes do discurso sobre a liberdade na internet na quinta-feira passada, pode ver-se facilmente a Secretária de Estado, Hillary Clinton, no processo", disse a fonte oficial.

 

"Nesse discurso, Hillary lamentou as crescentes tentativas de Pequim de controlar o que seus 384 milhões de usuários podem ver", acrescentou a "Xinhua".

 

"Pedimos aos EUA que respeite os fatos e deixe de utilizar a chamada liberdade de internet para criticar a China sem razão", tinha destacado por sua parte o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da China, Ma Zhaoxu.

 

Segundo o porta-voz, não identificado, do Ministério de Indústria e Tecnologia, a China tem direito de regular os conteúdos prejudiciais da rede, o que não tem a ver com "as chamadas restrições à liberdade na internet, já que cada país tem diferentes condições e realidades".

 

A mesma fonte deixou claro que embora Pequim esteja disposta a tratar da situação na internet com outros países, "se opõe a qualquer desafio às leis chinesas" ou intromissão em seus assuntos internos "sob o pretexto da gestão de internet".

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