AP Photo/Ronald Zak
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Governo da Colômbia e ELN retomarão diálogos de paz em Quito nesta quinta

Conversas foram suspensas no dia 10 de janeiro após uma onda de atentados cometidos pelo grupo armado

O Estado de S.Paulo

15 Março 2018 | 02h42
Atualizado 15 Março 2018 | 07h59

QUITO - As delegações negociadoras do governo da Colômbia e da guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN) retomarão seus diálogos de paz nesta quinta-feira, 15, em Quito, dois meses após sua suspensão.

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A delegação do governo colombiano confirmou em sua conta no Twitter o reatamento do diálogo e afirmou que seu chefe negociador, Gustavo Bell, está em Quito desde quarta-feira.

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O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, havia confirmado recentemente sua decisão de retomar os diálogos de paz com o ELN, que foram suspensos no dia 10 de janeiro após uma onda de atentados cometidos pelo grupo armado.

Um porta-voz do ELN confirmou que o início da mesa de diálogo ocorrerá de manhã na fazenda Cashapamba, no leste da capital equatoriana, que foi a sede das conversas. Durante este ciclo, disse ele, será avaliado o cessar-fogo temporário de 100 dias, concluído no dia 9 de janeiro, e analisado "um novo cessar-fogo".

Ele afirmou que outro grande tema é a participação da sociedade no processo de paz com base nas audiências preparatórias que foram realizadas entre outubro e novembro. Além disso, o porta-voz disse que a imprensa terá acesso ao início do Quinto Ciclo de Diálogos.

Ele acrescentou que é impossível saber quando será o novo ciclo de negociações, mas esclareceu que isso certamente será discutido. "Os ciclos, por protocolo, são acordados em seis semanas", mas houve um que demorou até 12, explicou.

Reações

A retomada do diálogo entre o governo colombiano e a guerrilha foi considerada uma "grande notícia" pela chanceler equatoriana, María Fernanda Espinosa, em uma declaração feita na cidade americana de Nova York, onde participa das reuniões da Comissão da Mulher da ONU.

O Equador, disse ela, comemora que "esta quinta rodada esteja acontecendo", e reitera o compromisso do seu país "com a paz na Colômbia, pois ela é a paz para toda a América Latina". / EFE

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