Governo da Coréia do Sul apresenta renúncia

Crise no país foi desencadeada pela abertura do mercado à importação de carne bovina dos Estados Unidos

Efe,

10 de junho de 2008 | 01h01

O governo sul-coreano, liderado pelo primeiro-ministro Han Seung-soo, apresentou nesta terça-feira, 10, sua renúncia, em decorrência da crise desencadeada pela abertura do mercado do país à importação de carne bovina dos Estados Unidos, segundo informações da agência Yonhap.  A apresentação da renúncia, que deverá ser considerada pelo presidente Lee Myung-bak, chega após três meses de governo e foi forçada pelas manifestações maciças de cidadãos contrários à importação de carne bovina americana, por medo de que possa estar contaminada com o mal da vaca louca. Segundo fontes da Presidência, Lee poderia aceitar depois de quarta-feira a renúncia de seis ministros, todos relacionados com o acordo assinado em abril com os EUA para a importação de carne bovina. Entre os possíveis afastados estão o titular de Relações Exteriores, Yu Myung-hwan; de Finanças, Kang Man-soo, e de Agricultura, Chung Woon-chun. Os rumores sobre demissões no governo, que circulam desde a semana passada, se intensificaram após um fim de semana de protestos prolongados, que terminaram com diversos manifestantes detidos e feridos. Durante os primeiros dias de protestos, Lee não mostrou sinais de que estaria disposto a atender às demandas populares, mas no fim da última semana teve que ligar para o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para pedir sua colaboração. Ambos os presidentes decidiram colaborar para que a carne de gado com mais de 30 meses, mais suscetível ao mal da vaca louca, não seja importada à Coréia do Sul. O acordo assinado em abril com os EUA, que pretendia abrir as portas do mercado sul-coreano para quase todo tipo de carne bovina americana, deveria entrar em vigor há uma semana, mas o Governo o bloqueou em resposta às manifestações populares.

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