AFP / FRANCOIS GUILLOT
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Governo da França pede poderes de vigilância emergenciais

Em um discurso diante do Parlamento, Valls pediu a aprovação de uma nova lei de inteligência que inclua medidas extraordinárias e garante que só as usaria "no caso de uma crise de grande dimensão que afete a segurança dos cidadãos"

O Estado de S. Paulo

13 de abril de 2015 | 15h04

PARIS - O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, pediu nesta segunda-feira, 13, poderes emergenciais de vigilância para o governo em casos de ameaças extremas, um movimento impulsionado pelos ataques de Paris no início deste ano. 

Em um discurso diante do Parlamento, Valls pediu a aprovação de uma nova lei de inteligência que inclua medidas extraordinárias e garante que só as usaria "no caso de uma crise de grande dimensão que afete a segurança dos cidadãos". 


A lei permitirá aos serviços de inteligência exercer poderes de vigilância sem fazer um pedido formal prévio a uma comissão integrada por nove pessoas, como ocorre atualmente. 

Os parlamentares começaram a debater a lei hoje, cujo objetivo é legalizar a vigilância ampla sobre os suspeitos de terrorismo. A proposta causou indignação entre os defensores da privacidade, grupos de defesa dos direitos humanos e a associação de advogados de Paris. 

O governo procurou esclarecer que trata-se de algo diferente do amplo programa de espionagem do serviço secreto americano, revelado pelo ex-colaborador da CIA Edward Snowden em 2012, no qual a França apareceu como um dos alvos. / ASSOCIATED PRESS 

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