Governo da Geórgia irá retirar estátua de Stalin de Gori

Ditador soviético 'não pode ser considerado georgiano', diz vice-primeiro-ministro, autor da iniciativa

Efe,

03 de outubro de 2008 | 19h10

A estátua do ditador soviético Yosif Stalin será retirada do centro de Gori, sua cidade natal, que está situada a poucos quilômetros da fronteira com a separatista Ossétia do Sul, segundo anunciou hoje o Governo georgiano. "Por suas ações, Stalin não pode ser considerado georgiano. Stalin é um dos fundadores da União Soviética, carrasco de milhões de pessoas, inclusive georgianos", afirmou Giorgi Baramidze, primeiro vice-primeiro-ministro, autor da iniciativa. Veja também:Monitores da União Européia começam a entrar na Geórgia Durante a reunião do gabinete de ministros, Baramidze disse que "só pelo fato de ser georgiano étnico, não pode haver uma estátua de um carrasco no centro da cidade de Gori", onde Stalin nasceu em 1879. Por sua vez, o primeiro-ministro, Vladimir Gurgenidze, afirmou que a iniciativa era "muito oportuna". A estátua de Stalin será transferida ao Museu da Ocupação Russa, que será aberto na casa-museu do ditador soviético na própria Gori. Segundo dados oficiais, 370 georgianos, entre civis e militares, morreram durante os cinco dias de violento conflito com a Rússia pelo controle da região separatista da Ossétia do Sul. As perdas econômicas chegam a US$ 1 bilhão. Todos os objetos expostos no museu de Stalin em Gori foram transferidos após os primeiros bombardeios russos, em 11 de agosto. Entre esses objetos se destacam o cachimbo e o capote do ditador que foram levados a um dos museus estaduais da capital.

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