Governo da Itália apresenta militares líbios desertores

Oito oficiais militares líbios, entre eles cinco generais, que abandonaram o regime de Muamar Kadafi pediram hoje a seus companheiros de armas que se juntem à revolta para encerrar o governo de 40 anos de Kadafi. Funcionários do Ministério de Relações Exteriores da Itália apresentaram os generais, dois coronéis e um major a jornalistas em Roma, três dias depois de eles terem fugido da Líbia.

AE, Agência Estado

30 de maio de 2011 | 18h18

Um dos oficiais, general Melud Massoud Halasa, estima que as forças militares de Kadafi sejam agora "apenas 20% do efetivo" em relação ao que eram antes do início da rebelião, em meados de fevereiro, e que "não mais do que dez" generais permanecem leais a Kadafi.

O ex-ministro de Relações Exteriores da Líbia, Abdel Rahman Shalgam, que agora apoia os rebeldes, disse em entrevista coletiva que os oito oficiais são "parte de um grupo de 120 que abandonou Kadafi e agora estão fora da Líbia".

A Líbia, ex-colônia italiana, tem fortes ligações econômicas e diplomáticas com Roma, mas a Itália foi um dos principais países ocidentais a romper com o regime líbio e a estabelecer relações formais com o Conselho Nacional de Transição Líbio, que representa as forças contra Kadafi.

O general On Ali On leu um apelo e denunciou o "genocídio" e a "violência contra mulheres em várias cidades" da Líbia. Outro general, identificado como Yahmet Salah, disse aos jornalistas que Kadafi tinha apenas duas brigadas que supostamente estariam realizando as prisões e assassinatos.

Mahmoud Shammam, do Conselho Nacional de Transição, disse que nenhum dos fundos do exterior, incluindo aqueles prometidos neste mês numa conferência internacional promovida pelo Ministério de Relações Exteriores, em Roma, havia chegado aos representantes do conselho, que participarão de uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), em Viena, na semana que vem.

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