REUTERS/Andres Stapff
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Governo dá por encerrada crise com Uruguai 

Pivô do episódio, o chanceler daquele país, Rodolfo Nin Novoa, telefonou para o ministro das Relações Exteriores, José Serra, para classificar tudo como um mal entendido

Lu Aiko Otta - Brasília, O Estado de S. Paulo

17 Agosto 2016 | 18h19

O governo brasileiro deu hoje por encerrada a crise em seu relacionamento com o Uruguai. Pivô do episódio, o chanceler daquele país, Rodolfo Nin Novoa, telefonou para o ministro das Relações Exteriores, José Serra, para classificar tudo como um mal entendido.

Ontem, a imprensa uruguaia informou que, numa reunião com deputados, Nin Novoa disse que o Brasil havia tentado “como que comprar o voto” do Uruguai no intuito de impedir que a Venezuela assumisse a presidência do Mercosul. Em troca, teria oferecido a possibilidade de explorar, junto com o Uruguai, oportunidades de comércio em terceiros países. Ele teria ainda acusado do Brasil e o Paraguai de fazer “bulliyng” com a presidência venezuelana no bloco.

A informação levou o Ministério das Relações Exteriores a convocar o embaixador uruguaio em Brasília, Carlos Amorim Tenconi, a dar explicações. Foi ainda emitida uma nota no qual o governo expressou “profundo descontentamento e supresa” com as afirmações de Novoa.

“Está tudo esclarecido”, afirmou nesta quarta-feira o ministro Serra, sem dar detalhes sobre a conversa com seu contraparte. “Não há mais problema.” Segundo fontes, a superação do mal-estar é de interesse dos dois lados. Desde ontem era aguardado algum gesto do Uruguai no sentido de restabelecer a normalidade nas relações com o Brasil.

 

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