Governo da Síria aceita dialogar com oposição, diz Rússia

Opositores, porém, dizem não ter recebido convite e rejeitam negociação mediada por Moscou

Reuters

30 de janeiro de 2012 | 12h47

MOSCOU - O Ministério de Exteriores da Rússia informou nesta segunda-feira, 30, que o governo da Síria concordou em negociar com a oposição para resolver a crise de violência no país. Os diálogos seriam mediados por diplomatas russos. Um membro do conselho opositor sírio, porém, disse que não foi feito nenhum convite e que mesmo assim qualquer negociação seria rejeitada.

 

Veja também:
especialMAPA: 
A revolta que abalou o Oriente Médio
mais imagens OLHAR SOBRE O MUNDO: Imagens da revolução
tabela ESPECIAL: Um ano de Primavera Árabe 

 

A Rússia, membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), se ofereceu para sediar as negociações para que seja encontrada uma solução para a situação na Síria, que há dez meses vive uma crise de violência causada pela repressão do governo aos protestos contra o regime do presidente Bashar Assad.

 

"Recebemos uma reposta positiva das autoridades sírias para nosso chamado", informou o Ministério de Exteriores em seu site. "Esperamos que a oposição síria concorde com isso nos próximos dias, colocando os interesses do povo acima de qualquer outra questão", completa a nota.

 

A oferta de Moscou pode ser uma tentativa para fortalecer seus argumentos contra uma resolução que as potência ocidentais tentam passar no Conselho de Segurança pedindo a renúncia de Assad. A Rússia afirma que a queda do presidente não deve ser uma precondição para o processo de paz e diz que vetará qualquer texto que não exclua explicitamente uma ação militar contra o regime.

 

Apesar da posição russa, o Ministério de Exteriores francês anunciou nesta segunda que o chanceler Alain Juppé vai à ONU para pressionar os membros do Conselho de Segurança a aprovar o texto. Ele será acompanhado do ministro de Exteriores britânico, William Hague.

 

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 5 mil pessoas morreram desde então. Damasco culpa "terroristas e grupos armados" pelo caos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.