Governo da Síria confirma morte de 10 manifestantes

Dez pessoas foram mortas hoje quando um grupo de manifestantes que se dirigia para a cidade de Deraa foi atingido por disparos, informou um ativista dos direitos humanos. Um funcionário da segurança síria confirmou as mortes na localidade de Sanamen, em meio aos protestos nacionais contra o governo do presidente Bashar al-Assad.

AE, Agência Estado

25 de março de 2011 | 17h50

Ocorreram manifestações contra o governo em Damasco, Alepo, Latakia e em Deraa, onde dezenas de pessoas foram mortas durante esta semana por policiais e agentes da segurança. Em Damasco e em Alepo também aconteceram manifestações a favor do presidente, que está no poder desde 2000. "Dez pessoas, infelizmente, foram mortas hoje nos choques em Sanamen", disse o funcionário do governo, sem dar maiores detalhes.

Em Deraa, segundo outro ativista entrevistado pela Associated Press, pelo menos 50 mil pessoas se reuniram no centro da cidade, desafiando o estado de emergência que vigora no país desde 1963. Elas gritavam frases contra Al-Assad e sua assessora de mídia, Buthaina Shaaban. Ontem, ela foi à televisão estatal e sinalizou medidas para acalmar os manifestantes, como um aumento entre 20% e 30% nos salários dos funcionários públicos, a libertação dos detidos em Deraa e uma futura suspensão do estado de emergência.

Em Damasco, cerca de 200 pessoas protestaram contra al-Assad perto da ponte Tawra, na imediação da praça central Marjeh, gritando "liberdade" e "nossa almas, nosso sangue por você, Deraa". A multidão foi dispersa por policiais com cassetetes. Alguns manifestantes foram detidos.

Ocorreram manifestações a favor de al-Assad perto da Mesquita dos Omíadas. Jovens com retratos dele nos carros saíram pelas ruas buzinando e gritando a favor do mandatário em Damasco. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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