Governo da Tailândia acusa 'camisas vermelhas' de planejar novos protestos

Estado de exceção deve contiuar vigente, mas lei só permite medida até dia 6 de julho

Efe

21 de junho de 2010 | 11h52

BANGCOC - O vice-primeiro-ministro e responsável de Segurança da Tailândia, Suthep Thaugsuban, acusou nesta segunda-feira, 21, os chamados "camisas vermelhas" de planejar novas ações antigovernamentais, e acrescentou que por essa razão necessitam manter o estado de exceção em Bangcoc.

 

"O velho movimento está maquinando ações desestabilizadoras, tanto os que vivem aqui como os que estão no estrangeiro", disse Suthep, que não deu mais detalhes sobre os planos.

 

O alto funcionário se referia principalmente aos chefes dos "camisas vermelhas" que fugiram do país em maio para evitar sua detenção e ao ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que comanda do exílio os fios das manifestações antigovernamentais.

 

Thaugsuban assinalou que o estado de exceção é necessário para garantir a segurança pública. No entanto, o governo não pode manter a medida excepcional além dos três meses permitidos pela lei, que se completam no dia 6 de julho próximo.

 

Durante os meses de abril e maio, os manifestantes tailandeses pediram a renúncia do premiê Abhisit Vejjajiva e a convocação de novas eleições. Quase cem pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas nos conflitos que tomaram conta da capital Bangcoc.

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