Governo da Tailândia prorroga o estado de exceção no sul do país

Medida foi tomada para continuar a conter a ação de grupos separatistas islâmicos

Efe

13 de julho de 2010 | 10h22

BANGCOC - O Governo da Tailândia prorrogou nesta terça-feira por três meses, até 19 de outubro, o estado de exceção no sul do país por causa do conflito separatista islâmico que se dá neste território e que já causou mais de 4.000 mortos desde 2004.

 

A medida afeta as províncias de Pattani, Yala e Narathiwat, onde os ataques com armas de pequeno porte, assassinatos e explosões se sucedem quase que diariamente, apesar do envio de 31 agentes das forças de segurança para o local.

 

O porta-voz do governo, Supachai Jaismut, explicou aos jornalistas que "a ação é imprescindível para permitir aos corpos de segurança que façam o seu trabalho".

 

Depois de uma década de escassa atividade, o movimento separatista islâmico do sul da Tailândia voltou a luta armada com o ataque a um quartel militar, em janeiro de 2004.

 

As autoridades impuseram o estado de exceção no ano seguinte para tentar interromper a escalada de violência.

 

Os insurgentes denunciam a discriminação que sofrem por parte da maioria budista do país e exigem a criação de um Estado islâmico que integre estas três províncias, que formavam parte do antigo sultanato de Pattanni, quando foram anexadas há um século pelo Reino de Siam.

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