Governo da Tunísia decreta estado de emergência

O governo da Tunísia informou hoje que declarou estado nacional de emergência no país, proibindo reuniões públicas e autorizando as forças de segurança a atirar contra qualquer um que se recuse a obedecer suas ordens.

AE, Agência Estado

14 de janeiro de 2011 | 14h27

O presidente Zine El Abidine Ben Ali demitiu os integrantes de seu governo e convocou eleições antecipadas, que devem ocorrer em seis meses, informou a agência oficial de notícias TAP. O anúncio foi feito pouco após a polícia entrar em confronto com manifestantes na capital Túnis. O grupo chegou a subir no telhado do prédio do Ministério do Interior, um símbolo do governo linha-dura do país.

Milhares de manifestantes marcham por Túnis hoje para exigir a renúncia de Ben Ali. Eles gritam frases como "Fora Ben Ali" e "Ben Ali, assassino!". Nas últimas semanas, explodiram os protestos contra o alto nível de desemprego e a corrupção. Oficialmente, 23 pessoas morreram em decorrência dos confrontos com a polícia, mas a oposição diz que o número é três vezes maior. Por causa dos distúrbios, milhares de turistas estão sendo retirados do país, localizado no norte da África.

Hoje o embaixador da Tunísia na Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) renunciou em razão dos violentos distúrbios. Mezri Haddad disse à televisão francesa BFM que estava renunciando ao cargo porque não quer contribuir para algo que "é o oposto das minhas convicções e da minha consciência". As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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