REUTERS/Enrique Marcarian
REUTERS/Enrique Marcarian

Governo da Venezuela convidou chefe de Direitos Humanos a visitar o país, diz ONU

Organização das Nações Unidas não visita o país há anos devido a proibições anteriores do presidente Nicolás Maduro

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2019 | 12h36

GENEBRA - O governo da Venezuela formalmente convidou a alta comissária de Direitos Humanos da Organização das Naçõe Unidas, a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, a visitar o país em crise. O convite havia sido pedido por opositores, parentes e advogados de políticos presos venezuelanos, confirmou a ONU nesta sexta-feira, 4.

O escritório de Direitos Humanos da organização respondeu ao convite pedindo que alguém de suas equipes técnicas visite previamente o país para “assegurar que (Bachelet) tenha acesso a todas as áreas necessárias”, destacou um porta-voz do órgão. Não há uma data para a viagem nem uma lista de lugares que a alta comissária queira visitar.

“Habitualmente, quando um alto comissário vai a um país, ele quer fazer viagens fora da capital e para zonas de denúncias de violações de direitos humanos ou a centros de detenção”, acrescentou o porta-voz, esclarecendo que até agora só houve um contato inicial entre as autoridades venezuelanas.

A ex-presidente chilena e seus antecessores no cargo na ONU levaram vários anos sem poder enviar missões à Venezuela ao não obter autorização do regime de Nicolás Maduro.

Nos últimos três meses, um grupo de ativistas liderado por Lilian Tintori, mulher do dirigente opositor preso Leopoldo López, foi semanalmente à sede da ONU em Caracas para pedir a visita de Bachelet para constatar a condição dos políticos presos e os casos de manifestantes assassinados.

Sobre uma possível visita de Bachelet, o duas vezes candidato à presidência Henrique Capriles manifestou no mês passado as suas dúvidas, temendo que o governo chavista impeça a chilena de ver os reais problemas do país. O líder opositor pediu, em coluna publicada em dezembro, que a representante da ONU visite bairros, hospitais e prisões para conhecer a escassez de alimentos e produtos sanitários e veja “como funciona aqui o poder”. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.