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Governo da Venezuela reduz programa de racionamento de energia

Com decisão, coloca-se um fim na política de dois dias de trabalho por semana, que estava em vigor desde abril

O Estado de S. Paulo

14 Junho 2016 | 12h53

CARACAS - O governo socialista da Venezuela aliviou na segunda-feira um programa nacional de racionamento de energia, colocando um fim a uma política polêmica de dois dias de trabalho por semana que estava em vigor desde abril para quase 3 milhões de funcionários do setor público.

O ministro da Eletricidade, Luis Motta, disse que graças ao nível crescente das águas no reservatório Guri, que fornece dois terços da eletricidade do país, funcionários estatais podem voltar a trabalhar até às 13h nas quartas, quintas e sextas-feiras.

O racionamento de energia elétrica nos fins de semana também será finalizado, e as escolas, que estavam sendo fechadas às sextas-feiras como outra medida de economia de eletricidade, podem voltar a operar durante a semana toda, disse o ministro.

"Estamos ganhando!", disse Motta em publicação no Twitter.

Autoridades disseram que as medidas de racionamento foram uma resposta emergencial à seca deste ano e ajudaram a reduzir o consumo de energia na nação de 30 milhões de pessoas.

Mas críticos, incluindo a coalizão de oposição, atacaram a ação, dizendo que o fechamento de escolas por um dia na semana prejudicaria crianças. Para eles, enviar funcionários públicos para casa não faz diferença, já que eles usariam eletricidade em outro lugar.

Opositores dizem que o governo socialista é culpado pela falta de energia elétrica em razão da corrupção, falta de investimentos e má administração. /Reuters

Veja abaixo: Por que a Venezuela está em crise?

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