Wilson Dias/ABr
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Venezuela se reúne com chanceler brasileiro para discutir crise na fronteira com Colômbia

Por meio de nota, o Itamaraty informou que o objetivo do encontro foi "conhecer mais de perto a situação na fronteira" e expressar a "disposição de promover um diálogo entre esses dois países"

André Borges / Brasília , O Estado de S. Paulo

05 Setembro 2015 | 17h38

Brasília - O vice-presidente da Venezuela, Jorge Arreaza, se reuniu com os chanceleres do Brasil e da Argentina para discutir a crise que afeta a fronteira entre Colômbia e Venezuela.

Jorge Arreaza recebeu os chanceleres do Brasil, Mauro Vieira, e da Argentina, Héctor Timerman, que foram enviados pelas presidentes Dilma Rousseff e Cristina Kirchner. Por meio de nota, o Itamaraty informou que o objetivo do encontro foi “conhecer mais de perto a situação na fronteira” e expressar a “disposição de promover um diálogo entre esses dois países”.

As passagens de fronteira em todas elas foram fechadas pelo governo venezuelano, o que abriu uma crise com a Colômbia desde o dia 19. O argumento de Caracas é o de que combate o contrabando e supostos paramilitares. Nesta semana, o governo venezuelano ampliou o estado de exceção para mais quatro cidades no Estado de Táchira, acirrando a crise na fronteira com a Colômbia.

Com eles, agora são dez os municípios sob a medida, justificada pelo governo como necessária para “restabelecer a ordem”. A Colômbia informou que desistirá de discutir a crise na União de Nações Sul-Americanas (Unasul) se a entidade não convocar uma reunião de chanceleres para tratar do tema.

Segundo o Itamaraty, os dois chanceleres buscam contribuir para a solução dos problemas humanitários e econômicos na fronteira. Ontem, ambos estiveram em Bogotá, onde se reuniram com a chanceler da Colômbia, María Ángela Holguín.

“Os Ministros Mauro Vieira e Héctor Timerman buscam promover e aprofundar o diálogo entre as partes, dada a importância que conferem à unidade da região e à solução pacífica e negociada das controvérsias. No dia de hoje, convidados pelo Presidente Nicolás Maduro e pela Chanceler Delcy Rodríguez, os Chanceleres viajam à Jamaica para continuar com o tratamento do tema”, declarou o Itamaraty.

Durante a semana, o governo venezuelano afirmou ter prendido 32 homens que seriam paramilitares. A medida foi acompanhada da expulsão de colombianos. A Colômbia afirma que 1.097 pessoas foram deportadas pela Venezuela e outras 7.162 abandonaram voluntariamente o país vizinho por medo de passar pela mesma situação, perder bens ou ser separado da família. 

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