Governo das Filipinas acusa deputados de tentativa de golpe

O governo filipino assegura que tem provas do envolvimento de cinco deputados de esquerda na recente tentativa de golpe de Estado para derrubar a presidente do país Gloria Macapagal Arroyo, disse nesta terça-feira o Conselheiro de Segurança Nacional, Norberto Gonzales. "Os documentos que apresentamos ao Ministério da Justiça incluem mais de cem depoimentos. O relatório pesa no total 1,5 tonelada", declarou Gonzales à rede de televisão "ANC". Os congressistas Satur Ocampo, Teddy Casiño e Joel Virador, do partido Bayan Muna; Rafael Mariano, do Anakpawis (Filhos do Suor) e Liza Maza, do partido feminista Gabriela, estão refugiados na sede da Câmara Baixa desde o final de fevereiro, quando a presidente Macapagal Arroyo decretou estado de emergência após denunciar que o governo tinha neutralizado um golpe de Estado. As autoridades acusaram os cinco parlamentares de esquerda mais um sexto membro do Congresso, Crispín Beltrán, que está detido, de envolvimento em uma conspiração iniciada por militares de extrema direita e pela oposição de esquerda, com representantes do Partido Comunista, ilegal e de seu braço armado, o Novo Exército do Povo. Os parlamentares negam todos as acusações e afirmam que não passam de uma represália por terem liderado as mobilizações que desde julho de 2005 pressionam a presidente para que deixe o poder. Macapagal Arroyo disse que os processos abertos contra os supostos golpistas seguirão seu curso na Justiça, apesar da suspensão do estado de emergência na última sexta-feira. Cerca de 20% das vagas no Congresso estão reservadas para deputados escolhidos por listas de partidos, mas o número máximo de parlamentares permitido para cada grupo é de apenas três.

Agencia Estado,

07 Março 2006 | 05h38

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