Tyler Hicks/NYT
Tyler Hicks/NYT

Governo de Cartum reconhece novo Estado do Sudão do Sul

País se tornará independente no sábado; ONU enviará 7 mil capacetes azuis

08 de julho de 2011 | 12h27

Atualizado às 16h54

 

CARTUM - O governo do Sudão reconheceu nesta sexta-feira, 8, o novo Estado do Sudão do Sul, que proclamará sua independência neste sábado, anunciou o ministro sudanês de Assuntos da Presidência, Bakri Hassan Saleh em entrevista coletiva. "O Executivo sudanês está disposto a cooperar com o novo Estado", afirmou Saleh perante os jornalistas na capital, Cartum.

 

Saleh afirmou que Cartum reconhece o Sudão do Sul como "um Estado independente e soberano", de acordo com a linha que separava os dois territórios em janeiro de 1956 - quando o Sudão tornou-se independente do Reino Unido - e em concordância com as leis internacionais.

 

Além disso, o ministro expressou o desejo de Cartum "de manter excelentes laços com o Estado do sul" e de resolver assuntos pendentes no que se refere às fronteiras, águas, petróleo e dívida externa. Ele também pediu ao governo de Juba a reconhecer os acordos e tratados contraídos com o Executivo sudanês.

 

 
Guerra civil

 

O norte e o sul do Sudão se enfrentaram durante 21 anos em uma guerra civil, iniciada em 1983, que deixou mais de 2 milhões de mortos e que culminou com os acordos de paz de 2005.

 

Os pactos estipulavam a realização de um referendo de autodeterminação no sul, que aconteceu em janeiro passado e terminou com arrasadora vitória "sim". Como resultado, o Sudão do Sul proclamará no sábado sua independência em cerimônia na cidade de Juba, a nova capital.

 

Capacetes azuis

 

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou nesta sexta por unanimidade a criação de uma nova missão de paz no Sudão do Sul, que será formada por 7 mil capacetes azuis e com a qual se espera contribuir à paz e à segurança do novo país.

 

O principal órgão de segurança internacional assinalou que a missão contará ainda com 900 civis e destacou o papel que a ONU tem junto às novas autoridades do Sudão do Sul para consolidar a paz e impedir a violência no novo país africano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.