Governo de Chávez processa outra emissora

Em mais um sinal de endurecimento no trato com a oposição, o governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, abriu um processo contra a Venevisión, emissora de TV do magnata venezuelano Gustavo Cisneros. Era o último dos quatro canais particulares do país que ainda não tinha sido processado pelo governo. Os outros três, a Globovisión, a Radio Caracas Televisión e a Televen, já estão sob investigação da Justiça. Chávez acusa as TVs privadas de incitarem a população à violência e a atos de sabotagem durante a greve geral de 63 dias encerrada no domingo. Na véspera, o ministro da Infra-Estrutura, Diosdado Cabello, advertiu que elas podem ser sancionadas com a perda da concessão. Ao mesmo tempo, a resposta de Chávez à proposta de emenda constitucional feita pelo ex-presidente americano Jimmy Carter foi considerada "uma zombaria" por Manuel Cova, um dos porta-vozes da oposição da Venezuela, que se inclina a retirar-se da mesa de diálogo mediado pela Organização de Estados Americanos (OEA). A proposta de Carter prevê uma reforma que reduza de seis para quatro anos o mandato presidencial e permita a convocação de eleições. Inicialmente, Chávez deu indicações de que aceitaria submeter a modificação da Constituição à votação popular. Mas não antes de 19 agosto, como quer a oposição

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