Governo de coalizão do Iêmen é empossado

O novo governo de coalizão do Iêmen, formado para tentar evitar uma guerra civil, se reuniu pela primeira vez no sábado, horas depois que um soldado foi morto pela contínua violência entre partidários e opositores do presidente deposto Ali Abdullah Saleh.

REUTERS

10 de dezembro de 2011 | 12h21

A agência de notícias estatal Saba disse que o vice-presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, para quem Saleh transferiu o poder depois que um acordo foi intermediado pelos vizinhos do Iêmen no Golfo, presidiu a reunião do gabinete recém-empossado, que inclui membros da oposição.

O governo enfrenta uma série de desafios, incluindo combates esporádicos com membros de tribos anti-Saleh, um movimento separatista do sul, uma rebelião muçulmana xiita, no norte e uma ala regional da al-Qaeda que tem explorado a revolta para reforçar a sua posição no país pobre da península Árabe.

A Arábia Saudita, principal exportador de petróleo do mundo, tem o mesmo temor que os EUA de que mais instabilidade no Iêmen possa reforçar a ala da al-Qaeda no país - contra quem Washington tem travado uma campanha de ataques aéreos com aviões não-tripulados - em um país localizado perto das rotas marítimas do petróleo.

Na noite de sexta-feira, um soldado foi morto durante um combate entre as forças do governo e opositores de Saleh, nas ruas da capital de Sanaa, disse o Ministério da Defesa.

A violência perto de prédios do governo e da base de Sadeq al-Ahmar, um inimigo de Saleh que comanda um número significante de soldados, foi o mais recente desafio enfrentado pelo plano de transição, depois de dez meses de sangrentos protestos anti-Saleh.

No seu site, o Ministério da Defesa acusou os homens da tribo de Ahmar de lançar ataques no bairro do norte de Hasaba, com o objetivo de "sabotar os esforços de estabelecer a segurança e estabilidade na capital e em outras regiões."

A oposição, por sua vez, acusou as tropas da Guarda Republicana, que é comandada por um filho de Saleh, de quebrar uma trégua e disparar salvas de artilharia nos distritos ao norte da capital no sábado, ferindo pelo menos uma pessoa.

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