Alejandro Ernesto/Efe
Alejandro Ernesto/Efe

Governo de Cuba anuncia fim do Ministério do Açúcar

Órgão 'não serve a nenhuma função do Estado', diz jornal estatal; produto está em decadência

Associated Press

29 Setembro 2011 | 17h22

HAVANA - O governo de Cuba anunciou nesta quinta-feira, 29, a eliminação de seu Ministério do Açúcar, em um sinal da decadência do produto no país desde seu auge, quando boa parte da população participava do plantio e da colheita da cana-de-açúcar na região rural.

 

O regime do presidente Raúl Castro determinou que o Ministério "não serve a nenhuma função do Estado" e será substituído pelo Grupo Empresarial da Agroindústria Açucareira, afirma o jornal Granma, vinculado ao governo. O objetivo é "criar um sistema de negócios capaz de transformar suas exportações em dinheiro para financiar seus próprios gastos". Não há menções de participações de empresas ou governos estrangeiros no processo.

 

Assim como o café e o tabaco, o açúcar é um dos mais emblemáticos produtos agrícolas da ilha caribenha. Cuba já foi líder mundial na produção da safra, produzindo de 6 a 7 milhões de toneladas por ano.

 

O ex-líder cubano Fidel Castro fez da colheita da safra anual um evento de exaltação da Revolução Cubana, convidando artistas, governantes e trabalhadores para participar dos trabalhos agrícolas. Em 1968 ele anunciou que Cuba tentaria produzir 10 milhões de toneladas naquele ano, mas a marca se provou inalcançável e o governo chegou apenas às 8 milhões de toneladas produzidas.

 

O açúcar entrou em crise com o colapso da União Soviética, sua maior compradora. Desde então, a ilha tem no turismo e na produção de níquel como principal fonte de atração do dinheiro estrangeiro. Em 2010, Cuba produziu apenas 1,1 milhão de toneladas - a pior desde 1905, o que provocou a demissão do então ministro do Açúcar.

 

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