AP Photo/Haven Daley
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Governador de Guam tranquiliza população e diz que ilha está preparada para eventualidades

Eddie Calvo afirmou que está trabalhando com Washington para ‘garantir segurança’ e citou ‘vários níveis de defesa estratégicos’ para proteger o território

O Estado de S.Paulo

09 Agosto 2017 | 01h44
Atualizado 09 Agosto 2017 | 10h30

HAGATNA - O governador de Guam, Eddie Calvo, minimizou nesta quarta-feira, 9, as ameaças norte-coreanas contra o território estratégico para o Exército dos EUA no Pacífico, mas declarou que a ilha está "preparada para qualquer eventualidade". 

A tensão provocada pelo programa balístico e nuclear da Coreia do Norte aumentou na véspera, quando o presidente americano, Donald Trump, prometeu "fogo e fúria" ao regime de Pyongyang.

Para não deixar a ameaça sem resposta, a Coreia do Norte anunciou algumas horas depois que estudava a possibilidade de ataques com mísseis contra bases militares americanas na Ilha de Guam.

Em um discurso televisionado, o governador do pequeno território americano afirmou que estava trabalhando com Washington para "garantir a segurança". "Quero tranquilizar a população porque atualmente não pesa nenhuma ameaça sobre nossa ilha, nem sobre as Ilhas Marianas", disse. "Conversei com a comandante da região das Marianas, a contra-almirante Shoshana Chatfield, que me confirmou", completou.

Guam, uma ilha isolada do Pacífico de quase 550 quilômetros quadrados, é um posto avançado importante para as forças americanas, estrategicamente localizada entre a península coreana e o Mar da China Meridional.

Quase 6 mil soldados estão presentes no território, em particular na base aérea de Andersen e na base naval de Guam.

Calvo citou "vários níveis de defesa estratégicos" estabelecidos para defender Guam. A Casa Branca informou que um ataque contra o território seria considerado um ataque contra os EUA, destacou.

"Já falaram que os EUA serão defendidos. Quero lembrar também a mídia nacional que Guam é território americano e 200 mil americanos vivem em Guam e nas Marianas. Não somos apenas instalações militares. Com isso dito, quero assegurar que estamos preparados para qualquer eventualidade."

Nas ruas da capital Hagatna, a população parece tranquila. "Não é como se existisse algo que poderíamos fazer, de qualquer modo. É uma ilha pequena. Não há para onde correr", disse o morador James Cruz.

Madeleine Bordallo, delegada de Guam na Câmara de Deputados dos EUA, declarou que a capacidade nuclear norte-coreana é "profundamente preocupante", mas está convencida de que a ilha é segura e bem protegida.

A população de Guam é de 162 mil pessoas. A ilha vive principalmente do turismo e da presença das Forças Armadas americanas. / AFP

 

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