Governo de Israel anuncia relaxamento de bloqueio à Faixa de Gaza

Autoridades dizem que materiais de construção e outros 'bens civis' poderão entrar no território palestino

BBC Brasil, BBC

17 de junho de 2010 | 06h42

JERUSALÉM - Israel anunciou nesta quinta-feira, 17, que vai relaxar o bloqueio imposto à Faixa de Gaza. A decisão foi tomada em meio à crescente pressão internacional para que o país ponha um fim ao embargo após o ataque israelense contra uma frota de barcos que tentava furar o bloqueio no mês passado, que resultou na morte de nove ativistas turcos.

 

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Com o relaxamento do bloqueio, decidido pelo gabinete de segurança israelense após dois dias de discussões, será permitida a entrada de materiais de construção e outros produtos - que ainda não foram especificados.

"Foi decidida a liberação do sistema pelo qual bens civis entram em Gaza para expandir o fluxo de entrada de materiais para projetos civis que estão sob supervisão internacional", diz um comunicado oficial.

O governo não deu mais detalhes sobre quais produtos serão liberados, mas disse que armas e o que descreve como "material de guerra" continuarão proibidos.

Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém, Tim Franks, o fato de que o gabinete precisou de um segundo dia de discussões para tomar a decisão sugere que vários ministros resistiram ao relaxamento do bloqueio.

Israel impôs o bloqueio logo depois que o grupo palestino Hamas tomou o controle do território, em 2006. Com o bloqueio, o governo israelense impõe restrições de viagens e entrada de ajuda à Faixa de Gaza. Israel só permite a entrada de ajuda humanitária a Gaza através de pontos controlados na fronteira terrestre entre os territórios.

 

A ajuda humanitária enviada a Gaza é constituída de materiais para construção como concreto e metais, material escolar e outros bens. Os materiais para construção, porém, se tornou bastante restrito, já que Israel alega que o Hamas os usa como matéria prima para construir esconderijos e mísseis.

 

Israel diz que o embargo aumenta sua segurança, mas o bloqueio foi vastamente criticado por ferir direitos básicos da população na Faixa de Gaza.

 

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