Baz Ratner/Reuters
Baz Ratner/Reuters

Governo de Israel prepara medidas de emergência

Exército israelense adquiriu armamento não letal nos últimos meses; tensão cresce em postos de controle

Guilherme Russo, O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2011 | 00h00

ENVIADO ESPECIAL / JERUSALÉM - Israel está se preparando para conter possíveis protestos contra o pedido de reconhecimento do Estado palestino na ONU. Para minimizar eventuais conflitos, além de ter adquirido armamento não letal nos últimos meses, o governo israelense discute a aplicação de medidas de emergência contra palestinos.

 

Veja também:

tabela HOTSITE: A busca pelo Estado palestino

lista ENTENDA: O que os palestinos buscam na ONU
especialESPECIAL: As disputas territoriais no Oriente Médio

 

Oficialmente, o Exército nega estar se preparando de maneira especial, mas quem circula pelos territórios ocupados percebe que a tensão para atravessar os inúmeros postos de controle da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental aumentou nas últimas semanas. As longas filas de veículos usuais nos bloqueios estão ainda maiores.

De acordo com informações publicadas ontem pelo jornal israelense Haaretz, o Ministério da Segurança Pública do país esboçou um plano de contenção de distúrbios que ampliará de três para nove horas o tempo que suspeitos poderão ficar detidos sem justificativas formais.

Considerando a possibilidade de que muitas pessoas sejam detidas nos próximos dias, as autoridades estariam debatendo a criação de grandes áreas de isolamento, onde seria feita a triagem dos suspeitos. Medidas do gênero não surpreendem especialistas em segurança, já que a legislação prevê essas mudanças em situações excepcionais.

Oficialmente, o Exército nega estar se preparando de maneira especial, mas quem circula pelos territórios ocupados percebe que a tensão para atravessar os inúmeros postos de controle da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental aumentou nas últimas semanas. As longas filas de veículos usuais nos bloqueios estão ainda maiores.

 

De acordo com informações publicadas ontem pelo jornal israelense Haaretz, o Ministério da Segurança Pública do país esboçou um plano de contenção de distúrbios que ampliará de três para nove horas o tempo que suspeitos poderão ficar detidos sem justificativas formais.

 

Considerando a possibilidade de que muitas pessoas sejam detidas nos próximos dias, as autoridades estariam debatendo a criação de grandes áreas de isolamento, onde seria feita a triagem dos suspeitos. Medidas do gênero não surpreendem especialistas em segurança, já que a legislação prevê essas mudanças em situações excepcionais.

 

Segundo o jornal isralense, a polícia teria até 48 horas - e não 24 horas, como prevê a lei - para apresentar os suspeitos à Justiça. Isso significa que os presos ficariam sob custódia mais tempo sem supervisão judicial. Os menores, que só podem ser detidos por 12 horas, também poderiam ficar até 2 dias com as forças de segurança.

Entidades de defesa dos direitos humanos temem que as medidas prejudiquem suspeitos em casos não relacionados à questão do reconhecimento do Estado palestino na ONU. O plano provocou discussões no Ministério da Justiça israelense na semana passada.

Endurecimento. Uma pesquisa de opinião realizada por um instituto palestino independente revelou ontem que 90% da população dos territórios ocupados por Israel acredita que o governo de Tel-Aviv ampliará a repressão aos palestinos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia em resposta ao pedido de reconhecimento do Estado palestino na ONU.

Segundo a Near East Consulting, 57% dos entrevistados consideram que a manobra diplomática nas Nações Unidas será bem-sucedida. Ao todo, o instituto entrevistou 865 palestinos maiores de 18 anos. De acordo com a pesquisa, 67% dos habitantes de Gaza e Cisjordânia acreditam que a Autoridade Palestina é capaz de administrar um Estado palestino independente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.