Governo de Maliki pede ajuda de países vizinhos para combater terrorismo

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, pediu ontem apoio dos países vizinhos para combater o terrorismo, afirmando que todos teriam responsabilidade em manter a segurança regional. Em uma conferência em Bagdá com autoridades de países do Oriente Médio, da ONU e do G-8 (grupo das nações mais industrializadas do mundo), Maliki afirmou que "o ?mal? não se deterá nas fronteiras de um único país".O apelo de Maliki foi feito na véspera de uma semana decisiva para o governo dos EUA, em que o Congresso democrata receberá um relatório em que o comandante David Petraeus e o embaixador Ryan Crocker divulgarão os resultados dos seis meses de reforço militar enviado ao país desde fevereiro. No mesmo encontro, o ministro de Relações Exteriores do Iraque, Hoshyar Zebari, pediu que os países vizinhos impedissem que "terroristas e assassinos" cruzassem a fronteira em direção ao Iraque, advertindo que a violência iraquiana poderia espalhar-se pela região. "O terrorismo tem de ser combatido, porque a violência que causa porá em perigo outras nações", afirmou.Apesar de ser provável que o relatório de Petraeus e Crocker assinale uma redução da violência com o reforço dos EUA, também deve destacar a falta de um significativo progresso político com o atual governo iraquiano. Vários democratas já criticaram duramente a atuação de Maliki, com alguns até mesmo pedindo sua renúncia.Ontem o premiê rejeitou essa análise, afirmando que o "governo de unidade nacional alcançou grandes vitórias em diferentes campos, enquanto trabalha seriamente para melhorar a situação econômica". "Obtivemos grandes avanços, apesar da destruição deixada pelo regime anterior (o do ex-ditador Saddam Hussein)", disse.MILITANTE DA AL-QAEDAAbu Muhamad al-Afri, um líder regional da Al-Qaeda no Iraque, foi morto no dia 3 em um ataque aéreo em Mossul, no sudoeste do Iraque. A informação foi dada ontem pelo almirante americano Mark Fox, que identificou Afri como o responsável pelo ataque que, em agosto, deixou 520 mortos na comunidade Yazidi, uma minoria religiosa curda. O ataque foi o mais mortífero do Iraque desde 2003.

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