Governo de Morales consegue evitar greve nacional de motoristas

O governo boliviano e a Confederação deMotoristas, um dos sindicatos mais fortes do país, com 80 milafiliados, chegaram a um acordo para suspender a convocação de umaparalisação de 48 horas prevista para começar nesta quinta-feira. O ministro da Fazenda, Luis Alberto Arce Catacora, e osecretário-executivo da Confederação, José Luis Cardozo, assinaramum acordo para incluir o sindicato na redação de uma lei que permiteregularizar 60 mil veículos que entraram contrabandeados no país. Os motoristas, cujos dirigentes estavam em greve de fome desdesegunda-feira, finalmente aceitaram participar da regulamentação dalei, nos próximos 60 dias, já que o governo se negou a revogá-la. Cardozo deixou a reunião com o governo na madrugada e confirmou aconvocação de greve, mas os dirigentes da categoria de La Paz eSanta Cruz, as maiores cidades da Bolívia, anteciparam que nãoacatariam a medida, o que fez com que o líder dos motoristasbolivianos retornasse às negociações. Enquanto isso, as transportadoras de La Paz suspenderam nesta quinta-feiratemporariamente a greve que mantinham desde segunda-feira emprotesto contra a decisão da prefeitura de reordenar o trânsito nocentro da cidade devido à realização de obras. Na segunda-feira, as transportadoras bloquearam avenidas eestradas de acesso a La Paz, com veículos, pedras e outros objetos.Na terça-feira, convocaram manifestações e protagonizaram incidentesViolentos. As greves das transportadoras e dos motoristas ameaçavam arealização de uma manifestação de apoio a Morales, convocada nesta quinta-feirapelo próprio presidente diante dos inúmeros protestos de setorespopulares durante as últimas semanas. O governo programou o ato de adesão a Morales em paralelo aoencerramento do "Primeiro Encontro de Povos e NacionalidadesIndígenas de Abya Yala (América)", organizado pelo Executivo edirecionado a criticar a colonização espanhola no dia em que estepaís comemora sua festa nacional.

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