Governo de Pequim aumenta controle sobre microblogues

O governo municipal de Pequim disse nesta sexta-feira que intensificará o controle sobre os microblogues de ampla circulação, que têm incomodado as autoridades com a rápida divulgação de notícias. A prefeitura deu aos usuários prazo de três meses para registrar seus verdadeiros nomes ou enfrentar consequências legais.

BEN BLANCHARD, REUTERS

16 de dezembro de 2011 | 08h42

A China criticou repetidas vezes os microblogues por espalhar de forma irresponsável o que chamou de rumores infundados e vulgaridades, e emitiu uma série de alertas nos últimos meses avisando que os conteúdos publicados devem ser aceitáveis para o Partido Comunista, que governa o país.

Microblogues como o Weibo, da empresa Sina, permitem aos usuários publicar mensagens curtas de opinião - de no máximo 140 caracteres chineses - que podem ser transmitidos para uma cadeia de usuários que recebem as mensagens instantaneamente.

Censores enfrentam a dificuldade de monitorar as dezenas de milhões de mensagens enviadas diariamente, e os usuários já se tornaram especialistas em usar com sagacidade as nuances da linguagem para discutir temas sensíveis como direitos humanos e as falhas da liderança política.

Agora, segundo regras estipuladas pelo governo municipal da capital chinesa, divulgadas pela mídia estatal, usuários individuais e corporativos devem registrar seus verdadeiros dados de identidade.

Os usuários têm três meses para se cadastrar nos "departamentos responsáveis pelo conteúdo na Internet", do contrário enfrentarão consequências legais, informou o governo.

No entanto, as pessoas poderão escolher seus nomes de usuários, disse a agência estatal de notícias Xinhua, citando uma fonte do Departamento de Informação na Internet de Pequim.

A China tem mais de 300 milhões de microblogueiros registrados, apesar de muitos terem mais de uma conta.

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